Seja curioso, rouquidão ou tosse persistente

tosseEncontramo-nos numa estação do ano onde o frio prevalece e a chuva é constante. Esta é uma das alturas ideais para o aparecimento de muitas doenças vocais e respiratórias.

Cerca de 70 % da população ativa utiliza a voz como instrumento de trabalho, nomeadamente professores, telefonistas, rececionistas, artistas, jornalistas, profissionais de saúde, etc.

Embora a voz seja considerada como um instrumento muito importante na vida das pessoas, estas apenas lhe reconhecem um valor realmente importante nos momentos em que sofrem alterações da mesma, como por exemplo, quanto se encontram roucas ou afónicas.

O outono e o inverno são estações do ano onde se verificam muitas alterações a nível respiratório devido à grande prevalência de gripes, constipações, bronquites, amigdalites e asma. Estas doenças, embora consideradas por muitos como normais nesta época de inverno, devem constituir motivo de vigilância.

Existem alguns sintomas que se persistirem por um período superior a 15 dias devem constituir motivo de preocupação, nomeadamente:

– Rouquidão; tosse; perda de voz; pigarro; dor ao engolir; sensação de engasgamento; dificuldade em respirar e sensação de corpo estranho na laringe.

Esta sintomatologia pode encontrar-se relacionada com doenças mais graves, requerendo uma avaliação de especialistas da área de Otorrinolaringologia.

Embora mais frequentes na época fria, todos estes sintomas podem surgir em qualquer altura do ano, merecendo a mesma atenção e cuidado.

O ideal será prevenir, assim, deve evitar o ar-condicionado em excesso; não gritar nem sussurrar; evitar substâncias tóxicas como o cigarro; não exagerar nas bebidas alcoólicas; evitar alimentos que causem irritação das mucosas ou azia e agasalhar-se da chuva e do frio.

Referências: Phipps; Long; Woods & Cassmeyer. (2009). Enfermagem Médico-cirurgica. Conceitos e prática clínica. Lusodidacta. 8ª edição.; Harrison. (2013). Medicina Interna. McGraw Hill. 18ª edição.

Ana Paula Figueiredo

Ana Paula Figueiredo é licenciada em Enfermagem e especialista em Saúde Mental e Psiquiatria pela Escola Superior de Enfermagem do Porto. Mestre em Educação na área de especialização em Educação para a Saúde pela Universidade do Minho. Atualmente exerce a sua atividade profissional na á (...)