As emoções e a sua influência no organismo

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emoçõesSob o ponto de vista clínico, a experiência emocional é um evento psíquico e somático; no caso das emoções abortadas ou frustradas que não se exprimem senão pela modificação de alguns parâmetros corporais, a emoção pode não chegar à consciência.

Quando ocorrem mudanças no decurso da vida (casamento, mudança de emprego, divórcio, desemprego, a entrada na reforma, a perda de alguém próximo, mudança de lugar, etc.) põe-se em causa o equilíbrio anterior e as referidas mudanças exigirão uma ajustamento pessoal que confronta as pessoas com a dimensão da perda. Isto aumenta a probabilidade de ocorrer uma doença de tipo neurótico e psicossomático. São momentos de “vulnerabilidade acrescida”.

Isto é confirmado, por exemplo, pela maior frequência de doenças psicogénicas (sobretudo a depressão) e psicossomáticas nas situações de luto, após a perda de uma pessoa importante na vida. Também se verifica, em cerca de 11% dos futuros pais, sintomas psicogénicos (perturbações de apetência, dores de dentes, náuseas e vómitos), relacionados com a gravidez da respectiva mulher, sintoma que leva o nome de síndrome de a qual provém de um costume muito antigo).

As emoções têm maior impacto na saúde quando são repetidas ou crónicas. Aliás, os especialistas defendem que a psicossomatização só se verifica quando uma emoção idêntica é vivida frequentemente e a mesma mensagem é enviada com igual frequência para o(s) mesmo(s) sitio(s) do corpo, o que leva ao desequilíbrio energético do(s) mesmo(s).

É a combinação desse desequilíbrio de energias e falta de resistência contra as agressões dos factores patogénicos (relativos às doenças) que vai permitir que uma doença (ou um disfuncionamento) se instale algures no organismo e se torne real. Destaque-se que a doença tomará proporções mais significativas se a pessoa tiver já uma predisposição hereditária para o tipo de problema em causa.

 

Nelson S. Lima

Sobre Nelson S. Lima

Professor Universitário e Investigador de Mental Performance (Inglaterra e Brasil). Conferencista sobre Saúde, Longevidade e Desenvolvimento. Formação superior em Neuropsicologia e Hipnologia Médica. Colaborou no Stop Cancer Portugal entre dezembro de 2012 e julho 2015. Por indicação do autor, os seus textos não obedecem ao novo acordo ortográfico.  


  Lecturer, researcher and writer of Science and Technology. Pro-Rector and teacher of Neuroscience at the University of the Future (Brazil and England). Registered in the British Science Writers Association (ABSW) and member of the Association for Psychological Science since 2001. Commissioner of Education Quality Accreditation Commission. Regular collaborator in several periodic publications. Collaborator member in the Stop Cancer Portugal since December 2012.