Indice de Radiação Ultravioleta, um aliado todo o ano

A radiação ultravioleta (UV) tem riscos para a saúde, sendo um dos principais fatores para o desenvolvimento do cancro da pele, para além de causar eritema cutâneo (queimadura), problemas oculares (cataratas), envelhecimento precoce da pele.

O Índice de Radiação Ultravioleta (IUV) é um valor calculado regularmente e representa o risco máximo de exposição aos raios UV, isto é, quanto maior for o valor do IUV, maior será a intensidade dos raios UV que chegam a um determinado local da superfície terrestre. A intensidade desta radiação depende da época do ano, da altura do local, da espessura da camada de ozono e da presença de nuvens. Se for compreendida, esta escala é um aliado para proteger a sua saúde.

A relação entre os valores do IUV, o risco de exposição à radiação UV e as medidas gerais a tomar estão reunidas no quadro seguinte:

indice+radiacao+ultravioleta

Esta escala está validada pela Organização Mundial da Saúde. As cores dos valores de IUV são as mesmas internacionalmente, o que  facilita a sua identificação e  interpretação. Realço que esta escala foi adaptada à população em geral. As pessoas com pele e cabelo claro, com sardas ou sinais ou com alterações na pele devem sempre adoptar as medidas preventivas, mesmo quando o risco é baixo.

De uma forma geral, as entidades responsáveis pelo boletim meteorológico de cada país também informam os valores do IUV. No caso de Portugal, essa informação é da responsabilidade do Instituto de Meteorologia .

A maioria dos media não informa o valor de IUV, por isso, antes de sair de casa pode consultar o site do Instituto de Meteorologia para assim adequar as medidas a tomar ao valor de IUV previsto para esse dia. Se está ou vai para fora de Portugal, os sites internacionais de meteorologia também indicam os valores de IUV.

Miguel Oliveira

Miguel Oliveira, natural de Braga, licenciado em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem de Calouste Gulbenkian – Universidade do Minho (2007), com passagem por Itália na área oncológica ao abrigo do programa de intercâmbio Europeu ERASMUS. Formador com CAP (2008), Pós-Graduado em Neuro (...)