Algo vai mal!

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No dia 12 de Setembro a TVI passou, no final do telejornal, uma reportagem intitulada “O veneno nosso de cada dia”.

É muito provável que o leitor tenha assistido. Mas viu e ouviu com atenção?

Se não viu a reportagem em directo ou não tomou a devida atenção, aconselho-o vivamente a dedicar algum tempo à reportagem do jornalista Rui Araújo, que já nos habitou ao bom jornalismo de investigação, revelando uma vez mais a realidade portuguesa. Desta vez, o tema aborda a qualidade dos muitos alimentos que todos nós compramos, diariamente, para comer.

Continue a ler e visualize a reportagem.

 

Após a transmissão duma reportagem deste teor, que diz respeito à segurança alimentar de todos os portugueses, será que estes produtos já foram retirados? As autoridades responsáveis pela segurança alimentar tomaram medidas? E se tomaram, comunicaram as medidas adoptadas?

Passou um mês desde a transmissão da reportagem e do conhecimento geral da situação.

Algo vai mal!

Andamos adormecidos?

Qual é a diferença entre morrer, de um dia para o outro, intoxicado por um alimento contaminado por uma estirpe E. coli ou ser intoxicado lentamente, todos os dias, por diferentes produtos alimentares que encerram níveis incontrolados de metais pesados, como o chumbo e o cádmio, pesticidas e micotoxinas?

A diferença é a dor. A dor será maior ao enfrentar uma doença crónica incurável!

Todos os compostos identificados e referidos na reportagem são extremamente tóxicos para todas as formas de vida. Estamos a falar de materiais biopersistentes – acumulam-se e interagem com as células dos seres vivos. Uma vez no interior de um organismo vivo, permanecem durante muito tempo, décadas, antes de serem eliminadas. São substâncias que corrompem o sistema endócrino, reprodutivo e imunológico, causando mutações genéticas precursoras do aparecimento do cancro e responsáveis por distúrbios neurocomportamentais.

Não podemos continuar a viver assim!

Fontes de Informação:http://chm.pops.int/

Margarida Vieira, nutricionista, licenciada em Ciências da Nutrição (FCNAUP-1991), mestre em Nutrição Clínica (ISCSEM-2008). Doutorada em Estudos da Criança, na especialidade de saúde infantil pela Universidade do Minho. Membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas com a cédula profissional nº 0052N. Investigadora na Fundação para a Ciência e Tecnologia (2011-2015). Membro do Centro de Investigação em Estudos da Criança – CIEC. Desenvolve a sua atividade na Investigação e na área da Nutrição Clínica. É autora e coordenadora de projectos de prevenção primária na área da saúde, bem como na organização e dinamização de seminários sobre hábitos alimentares saudáveis, predominantemente em ambiente escolar. Os seus atuais interesses de investigação, são no domínio da promoção e da comunicação para a saúde, na prevenção do cancro e de outras doenças crónicas. Responsável pela conceção e coordenação de campanhas para a prevenção do cancro. Trabalhou no Marketing Farmacêutico e especializou-se em Gestão e Comunicação da Marca (IPAM – 2003). Autora e fundadora do Stop Cancer Portugal, adotar um estilo de vida saudável. Usa o novo acordo ortográfico. Margarida Vieira, nutritionist, is PhD in Child Studies of the University of Minho. Member collaborator of the Research Centre for Child Studies - CIEC. 
She is author and coordinator of projects for primary prevention in health care as well as in the organization and promotion of workshops on healthy eating habits in the schools. Her current research interests are cancer prevention and other chronic diseases and health communication.
 Responsible for the design and coordination of the awareness of campaigns for the prevention of cancer. Worked in Pharmaceutical Marketing and specializes in Brand Management and Communication. Author and Founder of Stop Cancer Portugal Project.