Cigarro electrónico

cigarro electronico

O cigarro electrónico (também conhecido por  “e-cigarro“, “e-cig” ou “e-cigarrette“) tem sido alvo de várias peças noticiosas nos últimos meses devido à grande controvérsia acerca do seu uso. Na sua versão clássica, estes dispositivos apresentam o formato e cor de um cigarro comum. Possuem um compartimento para colocar os cartuchos com ou sem nicotina, um vaporizador para a produção do vapor inalável e uma bateria.

A SIC realizou uma reportagem em Fevereiro abordando este tema.

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Os seus produtores defendem que o cigarro electrónico é mais seguro que os cigarros convencionais, pois não produzem fumo nem libertam algumas substâncias cancerígenas, nomeadamente o alcatrão e o dióxido de carbono. Para além disso defendem que é uma forma de ajudar a deixar de fumar.

Perante estas afirmações a Organização Mundial da Saúde (OMS) relembra-nos que não há estudos que provem a eficácia dos cigarros electrónicos como terapia de substituição da nicotina. Por outro lado, não existe informação sobre quais as substâncias que estão presentes nos cartuchos, em que quantidades, nem quais os seus efeitos a curto, médio e longo prazo no organismo. Convém ainda relembrar, que a própria nicotina tem efeitos nocivos no organismo, nomeadamente vómitos, convulsões e morte.

Este mês a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) emitiu uma circular a informar que nenhuma marca comercializada tem o produto registado em Portugal como dispositivo médico ou como medicamento, nem decorreu até agora nenhum pedido de autorização. Ou seja, em Portugal não estão a ser comercializados como terapia de substituição de nicotina, nem o podem ser enquanto não houver uma autorização. Por outro lado, a nicotina é aditiva e, por mais pequena que seja a quantidade presente nestes dispositivos, podem provocar dependência. O Infarmed desaconselha o uso dos cigarros electrónicos, uma vez que é impossível assegurar a sua segurança, eficácia ou qualidade.

Miguel Oliveira

Miguel Oliveira, natural de Braga, licenciado em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem de Calouste Gulbenkian – Universidade do Minho (2007), com passagem por Itália na área oncológica ao abrigo do programa de intercâmbio Europeu ERASMUS. Formador com CAP (2008), Pós-Graduado em Neuro (...)