Beringela: a cor púrpura

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Sem beringela não há Moussaka na Grécia, Ratatouille na França, Imam Bayildi na Turquia. Entre pratos tão estranhos, para alguns de nós, mas conhecidos, a beringela é indispensável na cozinha italiana e até no sul de Espanha come-se em paté ou panada. E em Portugal? Ao que parece, a beringela não tem tido um lugar de destaque na gastronomia.

E que tem a beringela para nos dar?

Os constituintes principais são: água, fibras insolúveis, folatos, potássio e manganésio e isto significa que, por cada 100 gramas, a beringela apenas fornece 24 calorias. Contém uma variedade de fitoquímicos, descritos por diferentes pesquisas, benéficos na saúde: compostos fenólicos, ácidos hidroxicinámicos e flavonóides que estão distribuídos pela pele e polpa.

Foram extraídos da beringela o ácido cumárico (173mg/100g) e o ácido ferúlico (94mg/100g), a delfinidina (14mg/100g) e a nasunina, encontradas sobretudo na pele. Há estudos que revelaram o potencial da beringela em baixar o colesterol no sangue; outros estudos evidenciaram: actividade antiangiogénica que, ao inibir a formação de vasos sanguíneos, impede o crescimento do tumor e a metastização; capacidade antioxidante suficiente para estar classificada entre os 10 melhores legumes com acção antioxidante; e efeito protector contra a toxicidade hepática (terc-butil hidroperóxido – t-BuOOH) na linha celular humana Hep G2 do hepatocarcinoma.

A beringela deve ser comprada enquanto a pele está brilhante para evitar o sabor amargo que adquire com o tempo. Os próximos meses, entre Julho e Outubro, constituem a melhor altura para a comer. Experimente combinar o sabor suave da beringela com outros alimentos muito ricos em outros micronutrientes como o alho, o tomate, a cebola, adicionando temperos como o azeite, as ervas ou as especiarias com travos fortes.

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Margarida Vieira, nutricionista, licenciada em Ciências da Nutrição (FCNAUP-1991), mestre em Nutrição Clínica (ISCSEM-2008). Doutorada em Estudos da Criança, na especialidade de saúde infantil pela Universidade do Minho. Membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas com a cédula profissional nº 0052N. Investigadora na Fundação para a Ciência e Tecnologia (2011-2015). Membro do Centro de Investigação em Estudos da Criança – CIEC. Desenvolve a sua atividade na Investigação e na área da Nutrição Clínica. É autora e coordenadora de projectos de prevenção primária na área da saúde, bem como na organização e dinamização de seminários sobre hábitos alimentares saudáveis, predominantemente em ambiente escolar. Os seus atuais interesses de investigação, são no domínio da promoção e da comunicação para a saúde, na prevenção do cancro e de outras doenças crónicas. Responsável pela conceção e coordenação de campanhas para a prevenção do cancro. Trabalhou no Marketing Farmacêutico e especializou-se em Gestão e Comunicação da Marca (IPAM – 2003). Autora e fundadora do Stop Cancer Portugal, adotar um estilo de vida saudável. Usa o novo acordo ortográfico. Margarida Vieira, nutritionist, is PhD in Child Studies of the University of Minho. Member collaborator of the Research Centre for Child Studies - CIEC. 
She is author and coordinator of projects for primary prevention in health care as well as in the organization and promotion of workshops on healthy eating habits in the schools. Her current research interests are cancer prevention and other chronic diseases and health communication.
 Responsible for the design and coordination of the awareness of campaigns for the prevention of cancer. Worked in Pharmaceutical Marketing and specializes in Brand Management and Communication. Author and Founder of Stop Cancer Portugal Project.