RevoluZionar a Vida

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Descendemos de marinheiros, homens corajosos que não voltaram costas a grandes desafios, não recuaram perante o Cabo das Tormentas.

RevoluZionar a Vida prevenção

Descendemos de homens que conseguiram fazer uma revolução com flores em vez de armas. Então, porque não conseguimos tomar nas nossas mãos a responsabilidade do que acontece no nosso corpo?

Quando construímos uma casa de raiz, existe a preocupação em escolher a sua localização, os melhores pontos de luz, os materiais mais apropriados para a sua construção. Quando a casa é o nosso corpo, ele molda-se ao que fazemos com ele. É extraordinário como  ele diariamente, tal como uma máquina eficiente, nos dá indicações sobre o seu estado. No entanto, por falta de alguma informação, associada a “crises agudas de cegueira” não somos capazes de perceber que ele quer comunicar as nuances das mudanças que vamos sofrendo.

Não faz sentido um programa de prevenção sem uma população disposta a participar. Isso seria equivalente a propor o desafio de ultrapassar o dito Cabo sem marinheiros para o fazer. Não nos podemos desculpabilizar com a inércia do sistema para justificar todos os nossos problemas. Como cidadãos de direito e deveres assumidos, é do nosso interesse salvaguardar o maior bem, ou seja o nosso corpo, e rentabilizar da melhor forma o seu funcionamento. A primeira estratégia para iniciar esse percurso será assentar o primeiro alicerce da nossa “casa” numa plataforma, a Prevenção.

Esta palavra aparentemente sem maior sentido, como muitas outras do vocabulário português, pode fazer a diferença para a maioria da população portuguesa. Se não fosse este conceito (o da prevenção), por vezes utópico, de antever o que pode acontecer, não seria possível despistar tantas situações com que todos os dias sou confrontada. Se para alguns é um gasto de energia desnecessário e sem sentido, posso assegurar que através da prevenção é possível impedir que alguém se torne mais um número no sistema de saúde, tornando o desafio já ganho.

Por isso, apelo à “revoluzão” das ideias. Ideias com objectivos, com prioridades, de aceitar desafios, inspiradas na razão, porque no fundo, estou a apelar à conquista do nosso maior Bem, a própria Vida.

Mónica Castro

Sobre Mónica Castro

Mónica Castro é enfermeira pela Escola Superior de Enfermagem D. Ana Guedes. Desde 2012 exerce funções num serviço de internamento que engloba Oncologia, Hematologia e Transplantes, no Reino Unido.