Efeito Borboleta

Já ouviu falar do Efeito Borboleta?

Edward Lorenz, matemático e meteorologista norte-americano, identificou na década de 60 um fenómeno que ficou conhecido por Efeito Borboleta, simbolizado por: o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo.

Esta teoria assenta no pressuposto de que, “pequenos acontecimentos num ponto do planeta podem originar grandes mudanças no ponto oposto.”

Mas o efeito borboleta pode ser encontrado em qualquer sistema natural que seja dinâmico, complexo e adaptativo. O corpo humano é um sistema complexo, dinâmico e adaptável, regendo-se por esta lei básica e comportando-se da mesma forma como a teoria refere. Isto é, o corpo humano evolui, na dependência das condições a que está sujeito e responde de acordo com o impacto que sofre, adaptando-se de acordo com as suas capacidades.

A ideia que este fenómeno da natureza pretende transmitir é que todas as pequenas acções no dia a dia, por mais insignificantes que possam parecer, têm consequências. Assim, aquelas pequenas “asneiras” a que sujeitamos o nosso corpo todos os dias e que, embora parecendo ser de uma insignificância tal que não lhes damos valor, vão no futuro provocar consequências irreparadoras na nossa saúde.

O acto de comer, em circunstâncias normais, é repetido ao longo do dia 4, 5 e até mais vezes. A forma como comemos, a escolha dos alimentos e a quantidade dos alimentos que ingerimos têm, obviamente, consequências positivas ou negativas no nosso corpo, o que quer dizer na nossa saúde.

Por isso, uma escolha alimentar monótona, desequilibrada, pobre em alimentos de origem vegetal e repetida diariamente, aumenta o risco de desenvolver uma doença como é exemplo o cancro.

Pelo contrário, com hábitos alimentares baseados em escolhas saudáveis, com consumo prioritário de vegetais e fruta, podemos contribuir, da melhor forma, para construir uma protecção eficaz contra alguns tipos de cancro. É o efeito borboleta.

Bibliografia consultada: Caos: A Construção de Uma Nova Ciência, James Gleick. Gradiva,1989.

Margarida Vieira

Margarida Vieira, nutricionista, licenciada em Ciências da Nutrição (FCNAUP-1991), mestre em Nutrição Clínica (ISCSEM-2008). Doutorada em Estudos da Criança, na especialidade de saúde infantil pela Universidade do Minho. Membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas com a cédula profissional n (...)